quarta-feira, 25 de maio de 2011


A ética na Educação Infantil



Os conflitos são inevitáveis em uma sala de aula ativa, onde ocorre a interação social. O conflito e sua resolução são essenciais na busca de uma convivência cidadã.
Se todos os adultos tivessem a capacidade para resolver conflitos interpessoais, teríamos a paz mundial.
Na teoria construtivista, o conflito é classificado por Piaget em duas formas: intra-individual (dentro do indivíduo) e interindividual (entre indivíduos).
O conflito intra-individual é uma fonte particular de progresso no desenvolemento cognitivo.
Ele afirmava que o conflito interindividual pode promover o desenvolvimento tanto moral quanto intelectual. Ele oferece um contexto no qual as crianças tornam-se conscientes de que os outros têm sentimentos, ideias e desejos.
Os estudos de Rheta DeVries e Betty Zan nos sugere atitudes gerais para lidar com os conflitos das crianças:

1. Seja calmo e controle suas reações: com a prática é possível que o professor parece calmo em estados de perturbação que as crianças atingem, algumas vezes. É importante transmitir tranquilidade às crianças. Dica: controle sua linguagem corporal, expressões faciais e o tom da voz. As crianças aprenderão a receber essa força tranquila como um apoio na condução das dificuldades.

2. Reconheça que o conflito pertence às crianças: o professor não deve assumir o problema das crianças. Devemos apoiar e facilitar a resolução dos conflitos pelas próprias crianças.

3. Acredite na capacidade das crianças para a solução de seus conflitos: o sucesso depende de acreditar que elas podem solucionar seus conflitos.

Princípios do ensino em situações de conflito:

1. Assuma a responsabilidade pela segurança física das crianças: devemos sempre evitar danos físicos, se possível. Se uma criança está machucando a outra, o professor deve intervir em torno do agressor evitando ferimentos. O professor deve expressar seus sentimentos em relação à situação.

2. Use métodos não-verbais para acalmar as crianças: além de dar uma resposta calma ao conflito das crianças, é bom sentar-se com as crianças, dando-lhes tempo para se recomporem antes de insistir numa conversa.

3. Reconheça / aceite / valide os sentimentos de todas as crianças e suas percepções dos conflitos: as crianças têm o direito de sentir o que sentem. É bom ouvir ambos os lados da história. Após ouvir o que eles têm a dizer, o adulto pode reconhecer os sentimentos específicos.

4. Ajude as crianças a verbalizarem sentimentos e desejos umas às outras e a escutarem o que outras têm a dizer: é importante não tomar partido, mas ajudar cada criança a compreender o ponto de vista de outra, reconhecer os sentimentos de outra criança e sentir empatia. O professor tem um papel importante como mediador, ajudando as crianças a tornarem suas ideias mais claras umas para as outras.

5. Esclareça e declare o problema: após se certificar do problema, o professor deve verbalizá-lo, para que a criança compreenda como a outra vê o que é o problema.

6. Dê uma oportunidade para que as crianças sugiram soluções.

7. Proponha soluções quando as crianças não têm ideias: quando as crianças não conseguem sugerir soluções, o professor deve propor ideias para consideração das crianças.

8. Enalteça o valor do acordo mútuo: o professor deve insistir aobre a importância de empenhar-se em fazer acordos.

9. Ensine procedimentos imparciais para resolver disputas em que a decisão é arbitrária.

10. Quando ambas as crianças perdem o interesse em um conflito, abandone-o.

11. Ajude as crianças a reconhecerem sua responsabilidade em uma situação de conflito: frequentemente, uma criança ofendida contribuiu, de alguma forma, para o conflito. É importante as crianças perceberem seu papel em um mal-entendido.

12. Dê oportunidades para a compensação, se for apropriado: as compensações preparam o terreno para o restabelecimento de uma relação amigável depois que o conflito termina. Se a criança agressora pode fazer algo para que o outro se sinta melhor, então estará menos propensa a levar consigo sentimentos de culpa ou ressentimento.

13. Ajude as crianças a restaurarem o relacionamento, mas não as force a serem insinceras.

14. Encorage as crianças a resolverem seus conflitos por si mesmas: o objetivo a longo prazo é que as crianças sejam capazes de resolver seus conflitos sem a intervenção do professor.


Fonte: "A ética na Educação Infntil", Rheta deVries & Betty Zan, Artmed Editora

Como as crianças aprendem

COMO AS CRIANÇAS APRENDEM.


Os princípios psicopedagógicos que norteiam um ambiente estimulante e principalmente feliz para as crianças estão inter-relacionados e são interdependentes: auto-estima, motivação, aprendizagem e disciplina.
Conforme verificamos, o desenvolvimento da criança ocorre eficazmente se prestarmos a devida atenção na relação pais e filhos.
No campo afetivo, pretendeu-se refletir em como ajudar as crianças a criar sentimentos positivos em relação a si mesma. Sentindo-se valiosa e segura, o êxito escolar estará garantido.
No campo cognitivo, recomenda-se enriquecer e ampliar o vocabulário da criança. A ênfase no aprendizado de novas palavras tem como objetivo possibilitar a obtenção de melhores resultados na escola e também ajudar a criança a ordenar o pensamento em função do mundo em que vive e fazê-la sentir-se capaz, aceita e valiosa.
Além da expressão oral e da ordenação do pensamento infantil há o desenvolvimento do raciocínio lógico - matemático, da psicomotricidade, e do aspecto sócio-emocional contribuindo adequadamente para que esse "sujeito" (a criança), seja ajudado na sua totalidade, onde todas as partes do desenvolvimento são atendidas adequadamente.
Acreditando nesta interelação, não podemos tratar isoladamente cada parte deste processo do crescimento infantil, pois o cognitivo depende do afetivo, que influi no psicológico, que está relacionado ao psicomotor, ao físico, ao emocional... Portanto é fundamental que se preocupe com todos os aspectos do desenvolvimento infantil. Todos são igualmente importantes. E se processam simultaneamente.

Separamos apenas para facilitar o nosso entendimento, mas reforçamos que o processo de desenvolvimento acontece como um todo.
Aprendizagem
A criança aprende o tempo todo, mas não necessariamente aquilo que os pais tentam ensinar-lhes de forma intencional.
A relação ensino - aprendizagem nem sempre é linear e direta: nem tudo que se ensina, se aprende, e às vezes aprendem-se coisas que não se pretendem ensinar.
O papel dos pais deve consistir em suscitar problemas adequados às capacidades da criança, e não tanto oferecer soluções para que ela memorize e repita. Além disso, a aprendizagem por meio da ação e da exploração é conquista, é construção do conhecimento pela própria criança. Uma vez adquirido por ela mesma, a apropriação deste conhecimento é mais significativa e nela permanecem.
E nada mais enriquecedor do que propor atividades criativas e desafiadoras que podem acontecer no quintal, na sala, no shopping, no carro, na rua.
A aprendizagem lúdica através de jogos, brincadeiras, músicas, e dramatizações, é significativa e altamente motivadora, devendo acontecer em casa e na escola, em especial na sala de aula, onde aprender vira "ofício do brincar" e a vida escolar um enorme prazer.
Que princípios de aprendizagem deveriam ser levados em conta para estimular o pensamento da criança ?
Aprendemos algumas ações, medos ou sentimentos por associação, isto é, pela coincidência de vários estímulos que nos levam a estabelecer nexos entre eles. Ou ainda, por meio das conseqüências de nossa conduta, sejam efeitos negativos ou positivos das mesmas. Foi Thorndike (1911) quem formulou a Lei do Efeito, referente à afirmação anterior e foi Skimner (1953) quem contribuiu para o desenvolvimento desta idéia: um comportamento tende a repetir-se quando provoca a aparição de algo agradável para a pessoa (reforço positivo) ou a eliminação de algo desagradável (reforço negativo).
Mas, não estarão as crianças de hoje mais do que recompensadas?
Uma saturação de reforços não ajuda a criança descriminar o fez bem do que fez mal. É preciso saber dosar. A apresentação constante de reforços de grande valor traz consigo a perda de valor desses reforços.
Os reforços podem ser usados, desde que bem utilizados.
Seja o reforço social (elogios, atenção), simbólico (dinheiro, notas no boletim), material (presentes) ou de atividade (um jogo, um passeio, uma diversão), é importante que os pais utilizem com muito zelo e bom - senso.
Montar um quebra - cabeça pode ser gratificante para uma criança, mas pode significar um castigo para outra; o que revela o caráter subjetivo do reforço.
É necessário identificar que atividades são relevantes para modificar o comportamento da criança e despertar o seu interesse. Com isso, elimina-se um possível mercantilismo nas condutas de pais e filhos ("eu faço isso se em troca me deres aquilo").
Aprende-se também por meio da observação, por modelos e ações dos outros, o que nos faz salientar o valor do exemplo. Isto também nos permite influir sobre a conduta da criança indiretamente, por meio de elogios ou críticas que fazem ao comportamento de outras pessoas. Para Vygotski (1979), a criança aprende e se desenvolve com aquilo que faz sozinha, de forma independente e àquilo que ela faz com a colaboração de outras pessoas, especialmente imitando os adultos.

A aprendizagem por observação explica também certas tendências agressivas das crianças, os impulsos consumistas induzidos pela publicidade e determinadas condutas consideradas anti-sociais, entre outras manifestações de comportamento.

Na aprendizagem e no desenvolvimento infantil,a atividade que surge por iniciativa da própria criança desempenha papel predominante.

É por meio da EXPERIÊNCIA, da OBSERVAÇÃO e da EXPLORAÇÃO de seu ambiente , que a criança constrói seu conhecimento, modifica situações, reestrutura seus esquemas de pensamento, interpreta e busca soluções para fatos novos o que favorece e muito, o desenvolvimento intelectual da criança, principalmente, na fase pré - escolar.

Esta relação entre a vida escolar e o cotidiano é o que constitui a vida da criança e no mundo atual necessita de humanização. Por isso, procuramos resgatar na criança de hoje, os sentimentos da solidariedade, da cooperação, do compartilhar, do prazer de dividir e de dar. É na interação com seu dia-a-dia que a criança desenvolverá seus valores, sua crítica, sua postura de vida, além da aquisição do conhecimento. Ao longo do processo de desenvolvimento a criança vai conhecendo suas habilidades e talentos, colocando-os em prática e identificando o seu valor.

Portanto, ajude a criança a se divertir e aprender, partilhando suas descobertas. A estimule pensar criativamente. Transforme a agitação cotidiana em lições proveitosas para ela.

Autora: Maria do Rosário S. de Souza

O bom ator



SOMOS PROTAGONISTAS DE NOSSA
PRÓPRIA HISTÓRIA QUE DARÁ UM FILME!
JÁ FIZEMOS O COMEÇO DELE E JÁ ESTAMOS
NO MEIO...

SE FOR DRAMA,CAIA NA TRAMA,
SE FOR ROMANCE,NÃO SE CANSE,
SE FOR COMÉDIA,NÃO FAÇA MÉDIA,
SE FOR TERROR,SEJA BOM ATOR,
SE FOR AÇÃO,NÃO DESPERDICE SUA ATUAÇÃO!

VOCÊ NÃO PODE MUDAR O COMEÇO,
HOJE PODERÁ DAR UMA NOVA DIREÇÃO E
ESPERAR UM FINAL FELIZ,POR QUE NÃO?

Autor:Evandro Bertunes

Educar é...experimentar é...


Se bem pensarmos,as experiências nas mais diversificadas situações estão presentes em nossas vidas desde o nascer até o último dia de nossa existência.
As mesmas são reponsáveis por um futuro promissor repleto de sucessivas apendizagens.Mas,pode ser também ao contrário.Pode muito bem deixar pessoas desalienadas,culturalmente defazado,com défites de conhecimentos,uma pessoa ignorante.
Devemos dar grande importância às primeiras experências na vida de uma criança,pois esta poderá fazer toda diferença na formação e no desenvolvimento de muitos caracteres favoráveis à sua inteligência.Só aprendemos se experimentamos,só vamos saber se tal coisa irá fazer bem ou mal,se tiver antes a curiosidade da experimentação.
Se soubermos tirar bons proveitos desses experimentos,teremos mais chances de sermos bem sucedidos numa profissão,num casamento,na criação dos filhos,em fim,poderemos ter um raciocínio mais desenvolvido.Portanto,se você não experimentar tal situação,não poderá saber se a mesma será boa ou ruim.O medo não deve prevalecer nesse momento,pois,só atrapalharia.É que nem diz o ditado:"quem não arrisca não petisca"!eu diria:quem não experimenta não aprende a lição!e,se por acaso o reultado de tudo quanto tens experimentado não obteve grandes êxitos,não se desespere e não se culpe,afinal você não tentou!e,não poderia saber dos reultados sem passar pelas tentativas.O mais importante,é aprender mesmo quando erra!tudo é válido e tudo faz parte da nossa evolução quanto seres pensantes,mesmo errantes!

Autor:Evandro Bertunes

evandroniws.blogspot.com/